A comunidade pesqueira e operadores turísticos do Distrito de Vilankulo, norte da província de Inhambane, voltou a chumbar, pela quarta vez consecutiva num intervalo de quatro anos, a proposta de realização de pesquisas sísmicas de hidrocarbonetos no espaço marítimo da região.
Esta sexta-feira, 6 de Março, o Governo Provincial, a administração distrital de Vilankulo, a empresa Consultec, contratada pelo Governo para fazer a auscultação, reuniu-se à mesma sala com representantes do sector de turismo e pescadores em mais uma sessão de aucultação pública.
Todavia, a comunidade pesqueira e operadores turísticos mantiveram o mesmo posicionamento de rejeição à realização de pesquisas sísmicas de hidrocarbonetos em Vilankulo, tal como havia o feito por duas vezes em 2022 e uma vez em 2024.
Com uma mensagem em letras garrafais na parte frontal das camisetes que trajavam, pescadores e operadores turísticos disseram a José Jeremias e Renato Bata, respectivamente Administrador de Vilankulo e Director do Serviço Provincial do Ambiente, que não aprovavam a realização de pesquisas sísmicas porque elas eram incompatíveis com o modelo de desenvolvimento daquele distrito.
Para os vilankulenses, pesquisas sísmicas têm o risco de degradar o ambiente, mormente devido à poluição das águas e destruição de ecossistemas sensíveis que servem de berçário para espécies marinhas.
Outrossim, alegam que a actividade ameaça a indústria de turismo na região na medida em que, uma eventual destruição da biodiversidade pode atingir negativa e directamente os atractivos naturais que a sustentam.
Quando colocados no prato da balança, os vilankulenses escolhem a pesca e o turismo, por serem fontes de renda inesgotáveis aos hidrocarbonetos, um recurso finito.







