A ExxonMobil quer evitar a interferência da Empresa Nacional de Hidrocarbonentos (ENH), braço empresarial do Estado moçambicano na exploração de hidrocarbonetos, no seu projecto Rovuma LNG, na Bacia do Rovuma, província de Cabo-Delgado.
A oposição tem como objectivo evitar contractos comprometedores e politicamente condicionados.
Segundo uma publicação da Africa Intelligence, a ExxonMobil tem alertado empresas sub-contratadas para evitarem parcerias com firmas politicamente expostas, avisando para o risco de custos inflacionados e estrangulamentos.
A Africa intelligence assinala ainda que a ExxonMobil espera assinar, durante o presente mês de Março, os primeiros contractos para o seu projecto em Cabo Delgado, nomeadamente de construção de uma fábrica de gás natural liquefeito (GNL), cujas estimativas apontam para a produção de 18 milhões de toneladas por ano.
O consórcio entre as empresas italiana Bonatti e portuguesa Mota-Engil poderá ficar com o principal contracto dessa fase, avaliado em dezenas de milhões de dólares.
A ExxonMobil tem constantemente adiado a sua Decisão Final de Investimento (FDI, na sigla em inglês) na Área 4 da Bacia do Rovuma. A petrolífera norte-americana chegou a congelar esta decisão devido à instabilidade em Cabo-Delgado, causada por actos terroristas.
Entretanto, recentemente, foi anunciado que a FDI poderá ser feita neste ano, o que poderá validar o arranque do projecto.
Caso estas demarches sejam feitas ainda no decurso de 2026, a produção de GNL da ExxonMobile poderá iniciar em 2030.








