A cotação do Brent continua a ser influenciada pelo conflito no Médio Oriente, razão pela qual as entregas para o mês de Maio estão fixadas em 92,69 dólares, o que representa um agravamento no custo de 8,52 por cento.

De modo geral, nota-se que a cotação do Brent já subiu quase 25 por cento desde o início dos ataques israelo-norte-americanos contra o Irão há pouco mais de uma semana.

O Ministro da Energia do Qatar, Saad al-Kaabi, disse ao jornal americano “Financial Times” que a guerra pode obrigar todos os exportadores de gás e petróleo do Golfo Pérsico a suspender a produção dentro de alguns dias, o que faria subir o preço do barril para os 150 dólares.

Entretanto, apesar do mercado estar bem abastecido, dada a procura prevista, os analistas advertem que o preço do barril pode continuar a subir no curto prazo, devido ao “prémio de risco geopolítico” decorrente desta guerra, a não ser que nos próximos dias surjam indícios de uma desescalada.

Assim, o crude do Mar do Norte, de referência na Europa, durante o dia no Intercontinental Exchange chegou a cotar a 94,42 dólares, no que é um máximo desde 2022, com a descida subsequente a representar não obstante um valor inédito desde Abril de 2024.

Um dos maiores problemas neste conflito está relacionado a perturbação da circulação de petroleiros no Estreito de Ormuz, controlado pelo Irão, por onde passam 20 por cento do petróleo e gás.

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