Moçambique dispõe de uma reserva de 75 mil toneladas de gasolina, gasóleo, querosene e Jet para suportar as necessidades do mercado doméstico até o fim do primeiro trimestre, o que assegura a estabilidade dos preços até Abril, apesar das tendências e impacto do conflito no Médio Oriente sobre o custo dos combustíveis no mercado internacional.

A garantia foi ontem dada pelo Secretário de Estado do Tesouro, Amílcar Tivane, após a sessão do Conselho de Ministros.

A fonte procurava tranquilizar o mercado doméstico sobre um eventual impacto do conflito que envolve o Irão, Estados Unidos da América e Israel no país, que tem causado mexidas em alta no preço dos combustíveis no mercado internacional.

Assim, para além das reservas disponíveis, Amílcar Tivane explicou que o país tem ainda disponíveis nos terminais oceânicos, em navios atracados, cerca de 85 mil toneladas de combustíveis, estando em curso trabalhos para assegurar o desembaraço aduaneiro.

Foi nesse sentido que o Secretário de Estado esclareceu que, caso a tendência de subida dos preços do petróleo no mercado internacional prevaleça, os seus impactos só poderão fazer-se sentir dentro de dois meses.

Numa outra perspectiva, para além de tranquilizar com base nas reservas disponíveis, disse que estão em curso medidas com o objectivo de assegurar que o país consiga accionar instrumentos de amortecimento através de um Fundo de Estabilização, que permita a reposição da lucratividade para as empresas distribuidoras, num contexto em que os preços no mercado interno situam-se abaixo dos internacionalmente praticados.

Antes do conflito, recorde-se o barril de crude custava 72 dólares, enquanto na tarde de ontem os indicadores deste produto estavam fixados em 92 dólares por barril. Entretanto, no desenrolar da guerra, com pouco mais de uma semana, o barril de crude chegou a custar 120 dólares por barril, havendo previsões que crescimento para 150 nos próximos dias.

A subida do preço dos combustíveis concorre para o aumento do custo dos meios de produção, o que acaba por reflectir-se de forma directa no custo de vida da população.

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