O preço de barril de petróleo está a registar uma queda a pique em reação ao cessar-fogo na guerra entre entre os Estados Unidos da América e Israel contra o Irão, anunciado na madrugada desta quarta-feira (8), pelo presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump e replicado pela Televisão Pública do Irão.

Com a duração de duas semanas, a suspensão das hostilidades militares pelos aliados EUA e Israel inclui, do lado do Irão, a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz, por onde passa(va) mais de 20 por cento do petróleo (e comércio) mundial.

Iniciadas na passada sexta-feira, em Islamabad, a capital do Paquistão, as negociações tinham como base uma proposta com 10 pontos, feitas pelo Governo iraniano e enviadas a Washington através da mediação paquistanesa.

Do lado americano, a reabertura do Estreito de Ormuz era a condição sine qua non para o cessar-fogo, com o presidente Donald Trump a afirmar que, caso o Irão não aceitasse, iria sofrer ataques devastadores que matariam uma civilização inteira.

Como consequência do cessar-fogo, o preço do petróleo caiu a uma média de 15 por cento nas praças de Nova Iorque e Londres onde, esta manhã, o barril de petróleo para entrega em Maio estava sendo negociado em torno de USD 96.26 e USD 94.92, respectivamente.

Os preços, entretanto, continuam altos quando comparados com os praticados a 27 de Fevereiro, um dia antes do início da guerra, quando o barril de crude fechou a negociar em torno de USD 67, 25 o barril, na praça de Nova Iorque (WTI Crude) e em USD 73,20 na praça de Londres (Brent Crude).

Em Moçambique, a guerra no Médio Oriente era acompanhada com preocupação pelo Governo, com o presidente Daniel Chapo a temer que, caso não houvesse o cessar-fogo, corria-se o risco de um agravamento dos preços de combustíveis dadas dificuldades de importação ou porque, quando feitas, as compras seriam a um preço alto.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui