O custo da importação de combustíveis em Moçambique registou uma subida de 80 milhões de dólares norte-americanos para 232 milhões, nos últimos quase dois meses, devido ao impacto do conflito no Médio Oriente que envolve os Estados Unidos da América, Israel e Irão.

Essencialmente, a situação tem sido causada pelo aumento do preço da barril crude, que chegou a estar cotado em quase 120 dólares, assim como pelo aumento de outros factores como frete, que também subiram de 5 dólares/barril em Janeiro, para os actuais 13,70 dólares.

A informação foi prestada esta quinta-feira pela directora Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis, Felisbela Cunhete, durante um encontro com jornalistas, tendo destacado que a situação é preocupante e ameaça a economia nacional.

De forma específica, a fonte explicou que a gasolina que antes era aquirida a 700 dólares por tonelada subiu para 1038 dólares americanos no corrente mês de Abril.

Detalhou ainda que o mesmo notou-se no gasóleo, que observou, também, um incremento de 730 para 1480 dólares por tonelada.

Sublinhou que esta subida foi registada, também, no Jet, combustivel para aviação, que entre Março e Abril, subiu de 769 dólares para 1 592 dólares por toneladas.

A directora Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis referiu que esta situação cria uma imprevisibilidade e pressão sobre os preços nacionais que podem ser afectados nos próximos tempos, caso a situação prevaleça.

Referiu alguns dos cenários incluem a subida da inflação no mercado.

Sustentou a previsão de risco com o facto das empresas distribuidoras de combustível estarem a enfrentar uma pressão nas suas contas, uma vez que têm desembolsado dinheiro mais para comprar estes produtos, perante uma estagnação de preços ao nível doméstico.

Em Moçambique, o último reajuste do custo dos combustíveis foi feito a 19 dee Junho de 2025, altura em que observou uma ligeira queda na gasolina e gasóleo.

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