A Zâmbia perdeu aproximadamente 200 milhões de dólares em receita devido a medidas de alívio fiscal implementadas em produtos petrolíferos, afirmou o Ministro das Finanças e Planeamento, Situmbeko Musokotwane.

De acordo com a fonte, a perda decorre da decisão do Governo de suspender o Imposto Especial de Consumo e o Imposto sobre o Valor Agregado de taxa zero (IVA) sobre o combustível, um movimento destinado a amortecer os custos dos produtos petrolíferos e proteger cidadãos e empresas.

O governante fez as declarações durante as reuniões realizadas em Washington, DC, onde compartilhou a experiência da Zâmbia na gestão do impacto económico dos choques globais.

Falando no Fórum Fiscal da África do Fundo Monetário Internacional (FMI), Musokotwane pediu que os países africanos adoptem políticas fiscais mais estratégicas que vão além de responder às crises e, em vez disso, se concentrem na transformação económica de longo prazo.

Citado pelo The Lusaka Times, o dirigente alertou que uma potencial crise energética ligada às tensões na região do Golfo Pérsico representa uma ameaça imediata para as economias africanas nos próximos 12 meses.

Segundo o ministro, tal crise poderia elevar a inflação, aumentar os custos de produção e colocar pressão adicional sobre os orçamentos nacionais já tensos.

“Os governos africanos também devem continuar a realizar reformas domésticas que melhorem a resiliência e fortaleçam a qualidade dos gastos públicos”, acrescentou.

O ministro desafiou ainda as nações africanas a reflectirem sobre por que o continente ficou para trás em sectores onde já teve vantagens competitivas.

Enfatizou a necessidade de aumentar o investimento em produtividade, desenvolvimento de habilidades, fabricação e agregação de valor.

“Economias que produzem mais, diversificam mais o comércio de forma mais competitiva estão melhor posicionadas para absorver choques sem entrar em crise repetida”, disse, a finalizar.

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