A Primeira-ministra (PM), Benvinda Levi, disse hoje que é praticamente inevitável o reajustamento do preço dos combustíveis no país, nos próximos dias, dado o impacto do conflito no Médio Oriente para os produtos energéticos.
A afirmação foi feita na Assembleia da República, no quadro da sessão de perguntas ao Governo.
“Moçambique, sendo um país importador de combustíveis e tendo em conta a conjuntura internacional é inevitável que não faça o ajustamento gradual do preço deste produto a nível nacional”, afirmou.
Para fundamentar, a Primeira-ministra explicou que a escalada de tensões no Médio Oriente está a afectar os mercados energéticos, transporte marítimo e as cadeias globais de abastecimento, tendo em conta que é nesta região onde ocorre parte significativa da produção e exportação do petróleo e gás natural.
“Desde logo, os mercados internacionais reagiram com o preço do petróleo a ultrapassar os 100 dólares por barril, uma situação que se verifica até aos dias de hoje”, destacou.
Ademais, a governante disse que face a imprevisibilidade do conflito, prevê-se a manutenção desta tendência da subida do custo dos combustíveis, o que direcciona o país para o aumento do preço dos combustíveis.
Entretanto, destacou que para esta situação não afectar com gravidade o bolso do cidadão, o Executivo vai adoptar medidas para refrear o impacto do reajuste dos produtos petrolíferos.
Benvinda Levi exortou ainda o acompanhamento da situação e evitar a difusão de mensagens que resultem em pânico.
O pronunciamento surge num contexto de escassez de combustível, situação marcada por longas filas nos postos de abastecimento de combustível, falta de transporte público e constante apreensão dos cidadãos face a evolução do cenário.







