O Centro de Intregridade Pública (CIP) alerta para o perigo de expectativas exegeradas e até mesmo ireais sobre os ganhos que o Estado moçambicano vai ganhar com a exploração do gás na Bacia do Rovuma, a norte da província de Cabo-Delgado.

Por via de estudo intitulado “O que o gás do Rovuma gera realmente para Moçambique?” e apresentado esta terça-feira, em Maputo, o CIP afirma que não está a argumentar contra o Gás Natural Liquefeito (GNL), mas que argumentava, isso sim, contra expectativas não calibradas.

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Segundo o estudo, que teve como seu objecto a exploração do projecto Coral Sul, operado pela petrolífera italiana ENI, a CIP  afirma que, afinal, em 27 anos de vida o Estado deverá arrecadar de receitas pouco mais de 4 biliões de dólares. Por ano, segundo a fonte, o Estado vai amealhar de receitas apenas 149 milhões de dólares americanos.

Os valores, segundo Rui Mate, economista e apresentador do estudo, estão muito abaixo do que tem sido propalado pelas autoridades sobre os ganhos que o país terá com a exploração do gás na Bacia do Rovuma. Esse facto, acrescenta, demanda prudência, principalmente dos actores políticos.

É que, segundo Mate, corre-se sério risco de pensar-se que receber-se-á uma certa quantidade de dinheiro e daí assumirem-se compromissos para, no final, quando chegar, o dinheiro estar aquém do esperado.

Em um outro desenvolvimento, Rui Mate disse mesmo que tendo em conta que apesar do volume massivo de investimentos na exploração do gás gerar, em média, apenas 1000 pontos de trabalho, o sector de agronegócio gera entre 200 a 1000 empregos por cada 1 milhão de dólares investidos, o que mostra a importância de um sector que, a seu ver, está sendo negligenciado pela corrida ao gás.

Veja, a seguir, as declarações de Rui Mate.

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