A multinacional italiana ENI pondera avançar para a instalação de uma terceira plataforma flutuante, na Bacia do Rovuma, Cabo Delgado, para produção de Gás Natural Liquefeito (GNL).
Neste sentido, de acordo com a ENI, citada pelo “Notícias”, a pretensão de avançar para a terceira plataforma é sustentada pelo facto de a Bacia do Rovuma possuir reservas significativas de gás que permitem não só a implementação dos projectos em curso, mas também a possibilidade de implantação de novos desenvolvimentos.
A directora-geral da multinacional, Marica Calabrese, afirmou recentemente em Maputo que o projecto Coral Sul FLNG, o primeiro da Eni operacionalizado a partir de 2022, consolidou-se como um marco da indústria mundial de gás natural liquefeito, ao colocar Moçambique entre os principais produtores globais de LNG.
Menciona-se, igualmente, o facto de o projecto Coral Sul ter resultado em 300 milhões de dólares em receitas ao Estado moçambicano e realizado mais de 150 carregamentos de gás natural liquefeito para exportação, resultados apontados pela Eni como prova do sucesso operacional e financeiro da iniciativa
Esta intenção de avançar para a terceira plataforma é manifestada num contexto em que se encontra em desenvolvimento a construção da segunda plataforma flutuante Coral Norte, projecto aprovado em finais do ano transacto, também sob direcção da ENI.
Espera-se que a partir de 2028 inicie a produção de GNL através da segunda plataforma flutuante em águas profundas no país, designada Coral Norte, o que materializa um projecto que prevê a geração de 3,5 milhões de toneladas de GNL por ano e 4 300 barris de condensado por dia durante cerca de 30 anos.
O projecto liderado pela ENI está orçado em 7,2 mil milhões de dólares promete colocar Moçambique como quarto maior produtor de gás em África e o 14o no mundo, criando ainda um impacto social que se vai notar na geração de 1400 empregos.
FOTO_2: Marica Calabrese, Directora-Geral da ENI em Moçambique








