Os operadores das áreas 1 e 4 da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, prevêem efectuar pouco mais de 400 carregamentos de gás natural liquefeito (GNL) e condensado por ano, estando, para o efeito, a procura de interessados em prestar estes serviços marítimos.
De acordo com o anúncio de manifestação de interesse, publicado nesta segunda-feira 23 de Fevereiro, as multinacionais que detêm os direitos de exploração daquelas duas concessões detalham que buscam entidades que possam operar anualmente 160 navios-tanque de GNL e 10 de condensado para Área 1, que integra o projecto Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies.
Já para a Área 4, sob liderança da ExxonMobil, as previsões indicam 220 navios-tanque de GNL e 15 de condensado por ano, o que para ambas concessões soma 405 carregamentos para o mercado internacional. De salientar que que esta Área 4 corresponde ao Rovuma LNG, que ainda aguarda a Decisão Final de Investimento (FID), prevista para este 2026.
Fora os carregamentos de produtos para o mercado, a visão gera do âmbito dos trabalhos marítimos inclui a prestação de serviços de reboque, pilotagem, amarração e resposta a emergências. Neste sentido, as firmas interessadas deverão igualmente fornecer cinco rebocadores com 80 toneladas de tracção estática, um barco-piloto e dois barcos de trabalho, para além de toda a gestão operativa, pessoal qualificado, materiais, ferramentas, entre outros itens relacionados, sendo que o concurso encerra no próximo dia 4 de Março.
Estes preparativos logísticos ocorrem na sequência de reactivação progressiva dos investimentos suspensos após os ataques armados que levaram à declaração de “força maior” em 2021.
Em Outubro de 2024, o consórcio da Área 1 levantou esta cláusula, o que permitiu o reinício formal das actividades do projecto da TotalEnergies, avaliado em 20 mil milhões de dólares.
Por sua vez, a ExxonMobil anunciou, em Novembro, o levantamento da declaração de “força maior” para o projecto Rovuma LNG, avaliado em 30 mil milhões de dólares, passo considerado determinante para a Decisão Final de Investimento, prevista para o ano corrente.
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