A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), a principal unidade de geração de electricidade em Moçambique, prepara-se para, finalmente, avançar com construção da central norte, equacionada há décadas.
Para o efeito, realizam-se neste mês de Março as sessões de auscultação pública no âmbito da actualização do Estudo de Impacto Ambiental e Social (EIAS) do projecto da Central de Cahora-Bassa Norte (CBN), que tal como a designação sugere, vai localizar-se na margem norte da actual barragem construída no Rio Zambeze, na província de Tete.
A CBN terá uma capacidade instalada de 1.245 Mega Watts (MW) gerados a partir de três grupos geradores, volume que se vai juntar aos 2.075 MW, actualmente produzidos na central em operação, totalizando 3.330 MW.
As quatro sessões de auscultação pública vão decorrer entre os dias 17 e 24 de Março corrente, sendo três em Tete, concretamente nos distritos de Cahora-Bassa e Marávia e na capital provincial. A quarta e última será na cidade de Maputo.
Dados publicados pela empresa encarregue do EIAS apontam que o documento, que agora vai à fase de enriquecimento público, foi inicialmente elaborado em 2013 e aprovado em Junho de 2014 pelo Governo. No entanto, devido às alterações legais e ao intervalo de tempo decorrido desde a sua aprovação, o mesmo carece de actualização, embora o Projecto de Engenharia de 2014 mantenha-se inalterado.
A HCB não avança os investimentos previstos para a central norte, cujo arranque das obras é perspectivado para 2028. Contudo, a estratégia prevê que 40% do capital seja aberto a parceiros externos e 60% financiado por fundos próprios da Hidroeléctrica.
Durante a construção, prevê-se a contratação de cerca de 1500 trabalhadores, número que deverá baixar para 50 na fase de operação.








