Os ganhos gerados pelo projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, ainda em fase de projecção, vão representar 7,5 por cento do peso total das receitas do Estado moçambicano.
De forma específica, de acordo com o porta-voz do Governo, Salim Valá, que falava, terça-feira, após a 21ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, a operacionalização desta infra-estrutura energética vai resultar em ganhos económicos e financeiros na ordem de 13,9 mil milhões de dólares americanos.
“Foi analisado o ponto de situação do projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, que tem como benefícios económicos e financeiros de 13,98 mil milhões de dólares em receitas totais projectadas para o Governo em termos de impostos, taxas e dividendos públicos”, disse Salim Valá.
O também Ministro da Planificação e Desenvolvimento apontou que este projecto vai gerar, igualmente, entre seis a sete mil postos de trabalho directos durante a fase de construção.
O projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa inclui o desenvolvimento de uma barragem a fio de água, localizada a 61 km a jusante de Cahora Bassa, no Rio Zambeze, na província de Tete.
A central hidroeléctrica a ser erguida terá uma capacidade instalada de produção de energia de até 1.500 megawatts e uma linha de transporte de energia de alta tensão de Tete a Maputo, num percurso de 1.300 quilómetros.
Prevê-se que o parceiro estratégico detenha a maioria das acções e o Governo de Moçambique a minoria, através da sua empresa pública nacional de electricidade, Electricidade de Moçambique (EDM) e a empresa Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), que vão trazer experiências adicionais de implementação e operação ao projecto.
Espera-se ainda que o investimento deste ambicioso projecto totalize aproximadamente 4,5 biliões de dólares norte-americanos.







