O preço do barril de petróleo ultrapassou ontem, domingo, a fasquia dos 110 dólares americanos, depois que os Estados Unidos da América e Israel admitiram, durante o fim-de-semana, que a guerra contra o Irão vai continuar durante semanas.

Iniciada a 28 de Fevereiro último, a guerra está a impedir o trânsito normal pelo estreito de Ormuz, por onde passa habitualmente quase um quinto (20 por cento) da produção mundial de hidrocarbonetos.

Com o efeito, de acordo com a imprensa internacional, o barril de petróleo Brent do Mar do Norte, referência na Europa, para entrega em Maio, subia 1,73 por cento, para 113,44 dólares, poucos minutos após a abertura do mercado na Bolsa de Chicago (CME).

Na mesma sequência, o barril de West Texas Intermediate (WTI), referência americana, para entrega em Maio, subia 1,78 por cento, para 100,10 dólares.

No dia 27 de Fevereiro, véspera do ataque israelo-americano ao Irão, o WTI estava a 67,02 dólares e o Brent a 72,48 dólares o barril.

O Irão diz que o canal permanece aberto à navegação internacional, excepto para Israel e os Estados Unidos da América, mas avisou que, se as ameaças de Washington se concretizarem, “será completamente fechado e não será reaberto” até que as centrais eléctricas destruídas sejam recuperadas, num comunicado do Centro de Comando Conjunto de Khatam al-Anbiya, transmitido pela televisão estatal iraniana.

Na esperança de conter a subida do petróleo, Trump veio dizer, na sexta-feira, que autorizava, durante um mês, a venda e a entrega do petróleo iraniano que se encontra em navios, mas Teerão corrigiu afirmou não ter qualquer excesso de petróleo bruto no mar.

Recentemente, a Agência Internacional da Energia (AIE) anunciou que decidiu libertar os excedentes oriundos da Ásia e Oceânia para colocar no mercado 400 milhões de barris de petróleo.

Estão situações ocorrem num contexto em que Moçambique disse dispor de um stock de 75 mil toneladas de gasolina, gasóleo, querosene e Jet para suportar as necessidades do mercado doméstico até o fim do primeiro trimestre, o que assegura a estabilidade dos preços até Abril, apesar das tendências e impacto do conflito no Médio Oriente sobre o custo dos combustíveis no mercado internacional.

A posição foi refirmada pelo Secretário de Estado do Tesouro, Amílcar Tivane.

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