O país deve criar mecanismos para garantir a sustentabilidade das empresas importadoras e distribuidoras de combustíveis, devido à pressão que têm enfrentado no mercado internacional, que se nota na subida do preço dos produtos petrolíferos.
A posição foi avançada na quinta-feira (9), por João Macanja, Director-Geral da Importadora Moçambicana de Petróleos (IMOPETRO), durante um encontro com jornalistas.
Na ocasião, a fonte contextualizou que o actual cenário geopolítico que agravou o custo dos combustíveis, desde as refinarias até ao respectivo transporte, situação que pressiona os importadores.
“Posso até dar números muito simples só para perceberem. Sem incluir o transporte, estamos a dizer que na refinaria, no mês de Abril, o aumento do preço da gasolina foi de 22 meticais. Para dizer que o litro que era carregado, talvez a um metical, quando a guerra começou, passou a ser carregado a 22 meticais. O Jet que foi o caso mais gritante está a 62 meticais”, exemplificou.
Na sequência, Macanja apontou que considerado outros custos, tais como o frete e demais obrigações fiscais, os números agravam-se, o que torna a situação ainda mais preocupante.
Destacou que estes cenários representam riscos para a continuidade da operação das empresas, caso não haja um mecanismo de ajustamento. Ademais, referiu que o quadro ocorre num contexto em que o país vê o preço agravado reflectido em algumas facturas recentes.
“Significa que o combustível já foi carregado e descarregado. O que se está a dizer é que tem que haver um mecanismo para gerar sustentabilidade da disponibilidade de combustíveis em Moçambique. Está a trazer-se elementos claros para dizer que a situação política trouxe estas consequências”, disse.
As declarações foram feitas, lembre-se, num contexto em que a Directora Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis, Felisbela Cunhete, também destacou o impacto da guerra no Médio Oriente, que envolve os Estados Unidos da América, Israel e Irão, que está a reflectir na subida do custo da factura de importações.
Explicou que antes da guerra, a 28 de Fevereiro, o preço da importação de combustíveis estava fixado em 80 milhões de dólares norte-americanos mas que, actualmente, a factura mais do que duplicou, fixando-se em 232 milhões de dólares.









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