A União Europeia (UE) gastou, em dois meses de conflito no Irão, mais de 27 mil milhões de euros a importar combustíveis fósseis, perdendo quase 500 milhões por dia.

“Em apenas 60 dias, a nossa conta de importações de energia fóssil aumentou em mais de 27 mil milhões de euros, sem que tenha sido comprada mais uma molécula adicional de energia”, disse hoje Ursula von der Leyen, num debate no Parlamento Europeu (PE) sobre o Médio Oriente e os preços dos combustíveis e fertilizantes.

A União Europeia (UE) está a perder “quase quinhentos milhões [de euros] por dia”, referiu, intervindo na sessão plenária do PE, em Estrasburgo (França), para acrescentar que a lição a aprender com a crise é clara: “num mundo turbulento como o nosso, não podemos ficar dependentes de energia importada.”

Citada pela Lusa, Ursula von der Leyen disse que as consequências do conflito no Médio Oriente “poderão durar durante meses ou mesmo anos”, defendendo a aposta na produção de uma energia acessível e limpa na UE, “desde as renováveis ao nuclear.”

O conflito no Médio Oriente foi iniciado em 28 de Fevereiro com os ataques de Israel e dos Estados Unidos da América ao Irão, que retaliou sobre vários países vizinhos aliados de Washington e encerrou a navegação, nomeadamente de petroleiros, no estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico.

Com o encerramento daquela rota de navegação, por onde passa cerca de 20 por cento do petróleo usado diariamente à escala global, os preços da energia e dos combustíveis dispararam, bem como dos fertilizantes, arrastando a inflação na UE.

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