O Governo ainda espera pelos resultados da investigação em curso sobre a alegada escassez dos combustíveis no mercado dómestico.
Estas conclusões são esperadas num contexto de constantes queixas de falta dos produtos petrolíferos nos postos de abastecimento, um pouco por todo o país, apesar das autoridades insistirem que o mercado dispõe de reservas suficientes para responder à demanda.
De acordo com o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, que falava à Imprensa na passada terça-feira (28), no final da 11a sessão ordinária do Conselho de Ministros, os resultados deverão ser apresentados pela Comissão Multisectorial que integra os principais actores do sector.
A principal motivação da investigação, segundo Impissa, deriva do facto de o país dispor de combustível suficiente para os próximos dias, não havendo, no seu entendimento, razões para o reporte constante de situações de escassez.
Referiu que não é razoável haver combustível nos terminais portuários, enquanto a população enfrenta longas filas para adquirir este recurso.
Para além de respostas e soluções face à escassez de combustíveis, o porta-voz do Executivo referiu, também, que a comissão deverá trazer soluções sobre a dificuldade reportada pelas importadoras relacionada a limitação para o acesso as divisas.
“O Governo instou o grupo de trabalho para apresentar, de forma imediata, alguma solução para esta situação”, disse.
O que se pretende, de acordo com Inocêncio Impissa, é que se garanta que os fornecedores façam a entrega de combustíveis aos revendedores sem restrições.
Recentemente, a directora Nacional de Combustíveis e Hidrocarbonetos, Felisbela Cunhete disse que constatou-se que apenas metade do combustível carregado nos terminais portuários é que chega aos postos de abastecimento, o que é visto com estranheza.








