Os preços do petróleo retomaram a sua tendência de subida nesta sexta-feira, depois de diminuir por três sessões consecutivas, quando os investidores mediam o impacto das mensagens mistas sobre as negociações do acordo de paz entre os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão.
De acordo com os futuros de Julho para referência internacional, o petróleo Brent, ascendeu 1,9 por cento, para 104,52 dólares americanos o barril no início da negociação na Ásia, enquanto os futuros intermediários do West Texas para Junho avançaram 1,5 por cento, fixando-se em 97,81 dólares por barril.
Assim, as preocupações com o fornecimento de petróleo continuam a permanecer com a Agência Internacional de Energia (AIE) a alertar que, à medida que a demanda de viagens cresce durante a temporada de verão, os mercados de petróleo podem entrar em uma “zona vermelha” logo que os stocks globais se esgotarem.
A solução mais importante para o choque energético causado pela guerra do Irão seria a reabertura do Estreito de Ormuz, disse o director executivo da AIE, Fatih Birol, acrescentando que os países asiáticos e africanos em desenvolvimento sentirão a “maior dor desta crise”.
“Os executivos da energia alertaram que a normalização total da oferta de petróleo do Oriente Médio pode não ocorrer até 2027 devido à escala de interrupções causadas pelo conflito”, de acordo com uma nota recente do MUFG.
A guerra do Irão, que começou a 28 de Fevereiro, vem interrompendo o tráfego através do crucial estreito de Ormuz, que viu cerca de um quinto do petróleo global e gás natural liquefeito passar por ele antes da guerra.
Embora as declarações dos EUA tenham sinalizado que o acordo de paz era iminente, a postura relatada pela liderança iraniana de manter o urânio dentro de seu país levantou preocupações de um conflito prolongado, mantendo o fornecimento de petróleo interrompido por mais tempo.
De acordo com a imprensa internacional, o novo líder supremo do Irão, o aiatolá Mojtaba Khamenei, emitiu uma directiva que refere que o urânio de grau de quase armas no país não deveria ser enviado para o exterior.
Segundo a Reuters, o cenário vem depois do presidente dos EUA, Donald Trump, dizer que Washington estava nos “estágios finais” das negociações com o Irão.







