A conta de subsídios a combustíveis do Senegal pode exceder sua alocação orçamentária, prevista para 2026, em até 1,15 trilião de francos CFA, correspondente a 2 biliões de dólares, cerca de 130 biliões de meticais.
Esta subida ascendente poderá ocorrer, caso os preços do petróleo cheguem a 115 dólares por barril, disse o então ministro das Finanças, Cheikh Diba, momentos antes da dissolvição do Governo deste país, ocorrido na passada sexta-feira (22).
Neste sentido, o Executivo disse que precisaria de 1 trilião de francos CFA ou mais, equivalente a um quinto do orçamento total.
A economia de 40 biliões do Senegal está em turbulência desde 2024, quando o novo Governo divulgou dívidas não relatadas, que agora são estimadas em até 13 biliões de dólares americanos, cerca de 845 biliões de meticais.
No artigo publicado pela CNBC, lembra-se que o Fundo Monetário Internacional (FMI) congelou seu financiamento e o acesso aos mercados internacionais de títulos evaporou, deixando o Senegal dependente dos mercados regionais e das receitas fiscais.
O Governo cessante disse ao Parlamento que o Senegal espera retomar as negociações com o FMI sobre um novo programa de financiamento na semana de 8 de Junho e tem a expectativa de chegar a um acordo sobre os principais pontos até 30 de Junho.
Acrescentou que o principal ponto de discórdia era o tratamento da dívida, e que o presidente Bassirou Diomaye Faye propôs uma alternativa à reestruturação à directora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva.







