O barril de Brent do Mar do Norte, que serve de referência para o mercado moçambicano, para entrega em Agosto, subiu 1,44 por cento, tendo se fixado em 80,10 dólares americanos na manhã desta sexta-feira (19), evidenciando incertezas sobre um acordo de paz definitivo entre os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão.
Os EUA e Irão previam um acordo para um cessar-fogo em todas as frentes, o que acabaria com a restrição na circulação de navios no estreito de Ormuz, estabilizando, por sua vez, os custos logísticos e dos combustíveis.
Assim, o Irão voltou atrás no processo negocial de 60 dias depois de entender que o Governo de Donald Trump violou uma das cláusulas do memorando de entendimento recentemente assinado.
Desde o anúncio de um acordo com os EUA, na segunda-feira, o Irão tem insistido que o entendimento deverá incluir o fim das hostilidades no Líbano, onde Israel afirma ter como alvo o Hezbollah, aliado de Teerão. Entretanto, Israel realizou vários ataques no sul do Líbano durante a manhã da última quarta-feira.
Neste sentido, ainda ontem, os preços do petróleo incrementaram cinco por cento, em resultado do impacto da instabilidade dos mercados, em meio ao acordo que deveria ser assinado hoje.
Por sua vez, o barril de West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, para entrega em Julho, aumentou em 1,58 por cento, tendo fechado a manhã a ser negociado em torno de 77,25 dólares o barril.
Na terça-feira, o Brent tinha recuado para abaixo dos 80 dólares por barril pela primeira vez desde Março, perante a expectativa de retoma da navegação no estreito de Ormuz.
A Agência de Informação sobre Energia dos Estados Unidos (EIA) revelou também que as reservas comerciais de petróleo bruto norte-americanas diminuíram cerca de 8,3 milhões de barris a 12 de Junho, mais do dobro do esperado pelos analistas.
No relatório mensal, a Agência Internacional da Energia (AIE) confirmou que a guerra no Médio Oriente está a reduzir as reservas petrolíferas “a um ritmo recorde”.
Ainda assim, a AIE reviu em baixa as previsões para a procura mundial de petróleo em 2026.







