O Presidente da República, Daniel Chapo, disse hoje que o Governo está a trabalhar com as Pequenas e Médias Empresas nacionais, incluindo empresários, para que esteja assegurado o preparo necessário para tirar proveito das oportunidades a serem criadas pelos projectos de exploração de gás no país.

O Chefe de Estado deu esta garantia durante a intervenção no quadro da abertura da 61ª edição da Feira Internacional de Maputo, no Ricatla, Marracuene.

Na ocasião, Chapo referiu que os projectos em curso são promissores e prometem mexer com a estrutura económica do país.

“Com grandes investimentos que estão a acontecer na Bacia do Rovuma, os dois investimentos da ENI [Coral Sul e Coral Norte], cerca de 15 biliões de dólares; investimento da TotalEnergies, de cerca de 15 biliões de dólares; e, se tudo correr bem, ainda este ano, teremos a Decisão Final de Investimentos da ExxonMobil, cerca de 20 biliões de dólares norte-americanos. Portanto, nos próximos cinco ou 10 anos teremos, só na área do gás, investimentos de cerca de 50 a 60 biliões de dólares”, recordou.

O estadista disse que a pretensão é de criar mecanismos para que o gás natural não seja apenas exportado, mas alimente fábricas, a criação de indústria e empregos.

É neste quadro que destacou a necessidade de preparar as empresas para a transformação económica de Moçambique.

O chefe de Estado disse que o objectivo é de usar as receitas do gás para se investir noutras áreas da economia, tais como a agricultura, indústria, recursos minerais, energia, turismo, transformação digital, economia azul, infra-estruturas para criar dinamização económica.

O Estado moçambicano arrecadou 3.225,2 milhões de meticais, no primeiro semestre do ano, provenientes da produção e comercialização de Gás Natural Liquefeito e condensado do Projecto Coral Sul, na Área 4 da Bacia do Rovuma.

Este montante representa 65,77 por cento da receita anual projectada para 2026, estimada em 76,77 milhões de dólares americanos.

Moçambique explora Gás Natural Liquefeito (GNL) através da plataforma Flutuante Coral Sul, operada pela multinacional ENI desde 2022. Até o momento, foram feitos mais de 150 carregamentos.

Para além da Coral Sul, está em curso, também, o desenvolvimento da Coral Norte, um investimento também da ENI e parceiros, através de uma verba na ordem de 7,2 mil milhões de dólares. Esta plataforma, promete colocar Moçambique como quarto maior produtor em África e o 14o no mundo de GNL, criando ainda um impacto social que se vai notar na geração de 1400 empregos.

Entretanto, quanto à Feira Internacional de Maputo, a mesma decorre desde hoje e prolonga-se até o próximo domingo (06), contando com uma exposição de 2900 empresas, sendo que, destas, 600 são estrangeiras.

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