Os presidentes de Moçambique, Daniel Chapo e do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, lançaram hoje a primeira pedra do projecto de expansão do oleoduto Beira-Feruka, em Nhamatanda, província de Sofala, uma iniciativa que deverá aumentar a capacidade da infra-estrutura no transporte de combustível de três para cinco milhões de metros cúbicos por ano.
A primeira fase do processo de expansão permitiu elevar a capacidade do oleoduto dos anteriores dois milhões para três milhões de metros cúbicos de combustível por ano.
Neste sentido, a capacidade da infra-estrutuda será incrementada com a construção das novas estações de bombagem em Nhamatanda, e em Messica, Manica.
O projecto é visto como fundamental para contribuir para que o corredor da Beira se torne num eixo de desenvolvimento económico, promovendo industrialização, logística, emprego e maior integração regional.
“O Corredor da Beira ocupa um lugar estratégico nesta visão dos alicerces para a independência económica. Não é apenas uma estrada, uma linha férrea, um porto ou um oleoduto. É um sistema económico integrado que liga o Oceano Índico ao interior da África Austral”, disse Daniel Chapo.
Segundo o Chefe de Estado de moçambicano, esta medida é uma estratégia para o reforço da segurança energética, redução dos constrangimentos no abastecimento e dinamização do comércio regional.
Disse ainda que o projecto de aumento da capacidade de bombagem da Companhia do Pipeline Moçambique-Zimbabwe, uma infra-estrutura estratégica que, há 40 anos liga o Porto da Beira ao Zimbabwe, constitui uma das expressões mais concretas da cooperação económica entre os dois Estados.
Sublinhou que a intenção é de que este meio seja também uma pedra nos alicerces de uma África Austral mais unida, integrada, conectada, competitiva e economicamente forte.
“Estamos, portanto, a preparar esta infra-estrutura não apenas para responder às necessidades de hoje mas, sobretudo, às necessidades económicas das próximas décadas e das próximas gerações.
E esta expansão está a ser acompanhada, do lado do Zimbabwe, pelo aumento da capacidade do oleoduto FerukaHarare”, apontou.
O oleoduto Beira-Feruka começou a operar em 1965. Com a independência do Zimbabwe, em 1980, nasceu a Companhia do Pipeline Moçambique -Zimbabwe e, em 1982, depois de uma profunda reabilitação, o combustível voltou a circular entre o Porto da Beira e Feruka.
Desde então, esta infra-estrutura tem assegurado o transporte de produtos petrolíferos entre Moçambique e Zimbabwe.







