O Fundo de Energia diz que dá primazia a oportunidades de participação a empresas moçambicanas lideradas por mulheres em diferentes segmentos da cadeia de valor do sector energético, desde a construção e instalação de equipamentos até à logística e ao desenvolvimento de actividades económicas nas zonas rurais.
A informação foi avançada esta sexta-feira por Minaxi Chaúque, Chefe da Repartição de Qualidade e Ambiente do Fundo de Energia (FUNAE, FP), durante o Pré-Fórum Económico da Mulher 2026, onde destacou o potencial do programa para ampliar a participação feminina nos negócios ligados à expansão do acesso à energia em Moçambique.

De acordo com a fonte, que intervindo no segundo painel, subordinado ao tema “O que podem as instituições públicas, como o FUNAE, o sector privado e as instituições financeiras fazer, de forma realista, para ultrapassar estas barreiras?”, Chaúque disse quer o FUNAE tem uma cção dedicada e designada de “Programa de Aceleração do Acesso à Energia através de Mini-redes (PROMIR)”.
Segundo disse, as mulheres empresárias devem estar preparadas de modo a responder às exigências do mercado e aproveitarem as oportunidades criadas pela implementação das mini-redes.
Ainda na sua intervenção, a representante do FUNAE precisou que as oportunidades para o sector privado estão organizadas em quatro categorias, nomeadamente desenvolvimento de mini-redes, usos produtivos de energia, cadeia de valor e fornecimento, e desenvolvimento de novos projectos.
“No mercado das mini-redes, existem várias intervenções em que as empresas lideradas por mulheres podem participar, nomeadamente no fornecimento de materiais de construção e equipamentos, construção civil, instalações eléctricas, logística, transporte e prestação de serviços”, afirmou.

Para além da participação directa na implantação das infra-estruturas energéticas, a expansão das mini-redes poderá estimular actividades económicas nas zonas rurais, criando oportunidades para empresas lideradas por mulheres nos sectores da agricultura, agro-processamento, pescas, aquacultura, comércio, turismo local e prestação de serviços.
A dinamização destas actividades poderá contribuir para ampliar o aproveitamento económico da energia, permitindo que o acesso à electricidade seja acompanhado pelo desenvolvimento de pequenos negócios e empresas rurais.








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