O Presidente da República, Daniel Chapo, disse hoje, que Moçambique está empenhado em reforçar a sua contribuição para a segurança energética da África Austral, respondendo, assim, às necessidades que os países vizinhos enfrentam para dispor deste recurso.

O Chefe de Estado falava em Maputo, durante a abertura do Mozambique CEO Summit, um evento que reuniu cerca de 350 empresários e decisores políticos do país e exterior.

”A maioria dos nossos países vizinhos e irmãos está com desafios sérios de energia eléctrica, e nós temos que dar resposta a esta demanda. Contudo, esta visão só terá pleno significado se colocar os moçambicanos no centro do processo de desenvolvimento destes projectos”, disse o Chefe de Estado.

O dirigente explicou que a abundância energética de Moçambique cria a base ideal para transformar o país num hub energético, digital regional, através da instalação de data centers e infra-estruturas de inteligência artificial que atraiam investimento tecnológico para toda a África Austral.

Neste sentido, Daniel Chapo sublinhou que para potencializar e tirar proveito desta riqueza, o Governo está a adoptar uma abordagem integrada para o aproveitamento do potencial hidroeléctrico do Vale do Zambeze, orientada para o desenvolvimento progressivo da cascata energética ao longo do rio, visando consolidar as barragens de Cahora Bassa e o desenvolvimento de Mphanda Nkuwa, Lupata, Boroma e outros empreendimentos viáveis na Bacia do Zambeze.

Entretanto, para além de servir os países da região, o Chefe de Estado explicou que a energia ocupa uma posição central na agenda de transformação económica de Moçambique.

“Neste momento, a nossa economia é muito centrada na indústria extractiva. Estamos a falar do carvão, areias pesadas, grafite e nos hidrocarbonetos, principalmente o gás. Nós queremos, desde já, diversificar a nossa economia para que os recursos provenientes destes grandes investimentos sejam colocados na produção agrícola, turismo, infra-estruturas e, principalmente, transporte e logística”, disse.

Referiu que estes recursos podem servir, também, para a transformação digital, industrialização e outras áreas de desenvolvimento deste país.

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