A falta de divisas pode estar por detrás da nova crise de escassez de combustíveis no país, com destaque para a gasolina e o gasóleo, apurou gasoduto de fonte bem colocada e conhecedora dos meandros do processo de importação das fontes energéticas.

Segundo nosso informante, a cadeia de importação de combustíveis não sofreu nenhuma interrupção nos últimos dias para justificar a escassez que se verifica desde a semana finda em algumas cidades do país, com particular destaque para a província e cidade de Maputo.

Nesta parcela do país, automobilistas enfrentam um duplo problema, nomeadamente a falta de produto em muitos postos de abastecimento e longas filas, quando o mesmo existe, mas em poucos locais.

O combustível, segundo nos foi informado, por mais que chegue e até seja descarregado nos terminais oceânicos dos portos das cidades de Maputo, Beira, Nacala e Pemba, não é retirado e distribuído nos postos de abastecimento antes que o importador pague, em dólares americanos, ao fornecedor.

O que acontece é que, nesse processo, o combustível é retirado em quantidades reduzidas conforme o valor depositado nas contas dos fornecedores dos países produtores de combustíveis.

A informação, recorde-se, vai de acordo com as conclusões a que chegaram especialistas, a título individual e, ainda, pela Fundação para a Competitividade Empresarial (FUNDEC) e pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

Mais do que a guerra no Médio Oriente, todos apontaram para a falta de divisas (dólar americano) nos bancos comerciais nacionais para financiar a importação de combustíveis.

Entretanto, a nova vaga de crise de combustíveis ocorre pouco menos de um mês depois que o Governo aprovou a criação da Empresa Nacional de Aquisições de Produtos Petrolíferos (ENAPP), com o objectivo de melhorar a capacidade de resposta do país em situações de emergência e reforçar, simultaneamente, a eficiência no aprovisionamento dos combustíveis.

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