O Governo reconhece a existência de situações de escassez de combustível na província e Cidade de Maputo, desde a semana passada, mas assegura que ainda não tem elementos suficientes para compreender o cenário.
Neste sentido, segundo o porta-voz do Executivo, Inocêncio Impissa, que falava, esta semana, após a última sessão do Conselho de Ministros, disse que estão em curso análises para compreender as razões por detrás da actual escassez de combustíveis na Área Metropolitana do Grande Maputo.
“Sobre os combustíveis, o Governo ainda está a fazer uma análise para perceber o que se está a passar efectivamente para que esteja a iniciar uma segunda vaga de escassez. Nós vamos nos informar ainda”, disse o porta-voz do Governo.
Reconheceu tratar-se de factos constatados desde o final de semana, apontando para a busca de dados mais concretos sobre a matéria.
Prometeu que depois de uma avaliação profunda, as autoridades poderão esclarecer sobre este assunto.
Desde a semana passada, a disponibilidade de combustível está condicionada na província e Cidade de Maputo, onde muitos postos de abastecimento falam de falta de gasolina e gasóleo, o que está a alarmar os automobilistas.

A situação faz soar alarmes, no que diz respeito a uma possível segunda vaga da crise vivenciada no primeiro semestre do ano.
Aliás, esta situação de escassez tem se verificado um pouco por todo o país, onde a venda de combustível ganhou espaço no circuito informal e a preços mais especulativos.
Neste contexto, na terça-feira, o presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, defendeu que as autoridades deviam apresentar uma solução sustentável para a escassez de combustíveis, com vista a evitar especulações e permitir que os cidadãos compreendam as causas e as medidas a adoptar para ultrapassar a crise.
O político referiu que o Governo deve ainda esclarecer aos moçambicanos o que está a acontecer no mercado.







