A Electricidade de Moçambique (EDM) vai desenvolver o projecto hidroeléctrico de Lugenda, na província do Niassa, com capacidade de produção de 150 Megawatts (MW). Trata-se de uma infra-estrutura vista como alternativa para reduzir o défice de energia eléctrica nas regiões centro e norte do país.
Para o efeito, a EDM está à busca de parceiros para elaborar o estudo de viabilidade, que deverá definir também o valor do investimento do empreendimento, com o qual se pretende também introduzir uma nova fonte de geração ao longo do principal corredor de transporte de energia para estas regiões.
De acordo com o Jornal Notícias, o director de Planeamento de Sistemas e Engenharias da EDM, António Munguambe, explicou que actualmente em caso de avaria num ponto estratégico do corredor existe o risco de interrupções no fornecimento a extensas áreas das províncias de Nampula, Zambézia, Cabo Delgado e Niassa.
Segundo Munguambe, o corredor Songo-Tete-Nampula, constituído essencialmente por linhas de 220KV, desempenha um papel central no fornecimento de energia às províncias do Centro e Norte. O problema é a longa extensão da rede e a ausência de fontes de geração numa parte significativa do trajecto.
“Para um país em desenvolvimento, ficar sem energia durante algumas horas ou dias cria grandes constrangimentos”, alertou Munguambe, defendendo a necessidade de identificar fontes alternativas e renováveis capazes de reforçar a segurança energética nacional.
Acrescentou que é neste contexto que surge o projecto hidroeléctrico de Lugenda, para que se possa injectar energia na Subestação de Mocuba, criando, assim, uma alternativa ao actual corredor de transporte.
“Com Lugenda operacional não se resolve, mas fica mitigado o problema de electrificação das regiões centro e norte”, explicou Munguambe.
O projecto hidroeléctrico de Lugenda encontra-se ainda em fase conceptual, devendo avançar para estudos de viabilidade, enquanto que o financiamento permanece por definir.







