O Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, reiterou que o Banco Central não pretende voltar a comparticipar na importação dos combustíveis, apesar das constantes queixas dos importadores sobre alegada dificuldade para obter garantias e divisas junto da banca comercial.

De acordo com o governador do Banco de Moçambique (BdM), que falava em Conferência de Imprensa na passada segunda-feira, o Banco Central não equaciona a possibilidade de voltar a suportar esta rubrica, assegurando que os bancos comerciais estão aptos para responder a demanda.

Acrescentou que as instituições financeiras estão a priorizar esta rubrica, o que sinaliza prontidão para o efeito.

Ademais, esta decisão, segundo o gestor, resulta da posição assumida pela regulador da banca de não interferir no mercado cambial.

Rogério Zandamela assegurou que o Banco de Moçambique vai dedicar-se, apenas, a satisfazer as necessidades e pedidos dos seus dois principais clientes, mormente o Estado e a Banca. Ressalvou que o Banco Central tem a obrigação de disponibilizar moeda estrangeira para o Estado, num contexto em que, sublinhou, a aplicação das mesmas divisas não é da responsabilidade do regulador da banca.

Este posicionamento é feito num contexto de recentes dificuldades para o abastecimento do combustível para o mercado, situação que obrigava os clientes a terem que enfrentar longas filas nas bombas para garantir a gasolina ou gasóleo.

Na mesma esteira, a Direcção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis notou, recentemente, que algumas operadores enfrentavam dificuldades para obter garantias junto dos bancos comerciais para suportar a importação de combustíveis, associando a crise vivenciada, nos últimos meses, a esta questão.

O Banco de Moçambique financiou a factura de combustíveis entre 2005 e 2023, tendo representado 100 por cento depois de 2010. Aquando do anúncio do fim desta participação, o Banco Central considerou que a verba para este fim já poderia ser suportada pelos bancos comerciais.

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