As autoridades provinciais do Niassa apreenderam 820 litros de combustíveis contrabandeados a partir do Malawi, com o destino à cidade de Lichinga, para a comercialização no circuito informal.
Trata-se de produtos como gasolina e diesel que, na altura da apreensão, eram transportados em motorizadas.
As acções de fiscalização e apreensão foram feitas nas cidades de Lichinga e Cuamba, incluindo no distrito de Chimbunila.
Segundo, o porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique, Nelson de Sousa, o combustível encontra-se actualmente nos comandos distritais e provincial.
A fonte explicou que os proprietários das motorizadas e actores destas infracções conseguiram escapar quando se aperceberam da presença policial.
Especificamente, no que diz respeito ao distrito de Cuamba, as autoridades relatam a apreensão de 100 litros de combustíveis que estavam a ser comercializados na via pública em vasilhames inapropriados.
Segundo o porta-voz da PRM, a polícia vai continuar a desencadear acções para combater a prática assente na venda informal dos combustíveis, para impor a normalidade no Niassa.
Recorde-se que o Secretário de Estado no Niassa, Silva Livone, disse recentemente que algumas bombas de abastecimento têm desviado combustível do circuito formal para comercialização no informal.
Na ocasião, o governante exigiu mão dura das autoridades para combater estas práticas tidas como criminosas, e que estariam na origem da crise de combustíveis que se arrasta há meses na província do Niassa, através da falta de produtos petrolíferos e longas filas nas bombas de abastecimento.
Aliás, a mesma situação de escassez verifica-se desde a semana passada em alguns pontos da província e da Cidade de Maputo, onde se verifica falta de combustíveis em postos de abastecimento e longas filas de automobilistas onde o produto esteja disponível, conforme apurou o Gasouto.







