Os custos da paralisação das operações da TotalEnergies, por cerca de cinco anos, na Península de Afunji, distrito de Palma, em Cabo Delgado, devido a ataques terroristas, continuam a ser avaliados pelas autoridades.

Simultaneamente, prossegue a avaliação das emendas dos Planos de Desenvolvimento do Projecto Rovuma LNG (Área 4) e do Projecto Mozambique LNG (Área 1).

A informação foi partilhada pelo ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, durante o XI Conselho Coordenador, que terminou esta segunda-feira (17), na Ponta de Ouro, distrito de Matutuíne, província de Maputo.

A multinacional francesa, TotalEnergies, alegou que a paralisação do projecto em Afungi, em Abril de 2021, gerou prejuízos na ordem de cinco mil milhões de dólares americanos.

Entretanto, uma posterior auditoria aos custos detectou uma diferença de dois mil milhões de dólares.

A auditoria está a ser conduzida pela consultora especializada britânica Bayphase.

A auditoria deve assegurar a validação de todos os custos recuperáveis reivindicados para garantir que os mesmos estejam em conformidade com as definições e procedimentos contabilísticos, incluídos no contrato de concessão de produção de cada área.

Segundo Estêvão Pale, estes projectos, juntamente com o Coral Sul FLNG e o Coral Norte FLNG, constituem a pedra angular do sector de hidrocarbonetos em Moçambique.

Na ocasião, destacou, também, que avançam processos de concessão nas Bacias Sedimentares de Moçambique.

Disse, também, que da produção em curso, foi levado gás natural canalizado a 250 novas residências na Cidade de Maputo.

“Avançamos com a construção de cinco novos postos de abastecimento de Gás Natural Veicular e dois centros de conversão de viaturas em Gaza e Inhambane, tornando este tipo de energia mais acessível aos moçambicanos. Está em curso a construção de cinco postos de combustíveis, no âmbito do Programa de Incentivo Geográfico, nas províncias de Niassa, Zambézia, Tete, Sofala e Gaza, aproximando o abastecimento das populações mais distantes”, disse.

Sublinhou que foi mantida a monitoria permanente do mercado de combustíveis, protegendo o país das flutuações de preços resultantes do conflito no Médio Oriente.

“Está também em revisão o Regulamento sobre Produtos Petrolíferos, para reforçar a nossa soberania sobre a importação, comercialização e distribuição de combustíveis”, precisou o governante.

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