O Governo moçambicano e a multinacional francesa TotalEnergies não chegaram a um acordo sobre os encargos relacionados ao período de paralisação do projecto Mozambique LNG, no Distrito de Palma, na região norte da província de Cabo Delgado.

Em causa está uma avaliação da TotalEnergies que indica prejuízos de 4,5 mil milhões de dólares americanos desde a paralisação do projecto em 2021 até o princípio do ano em curso, números que se entende, pela multinacional, deveriam ser compensados.

A compensação proposta pela TotalEnergies inclui a extensão do período de desenvolvimento e produção por mais 10 anos e o adiamento da primeira produção, anteriormente prevista para Julho de 2024, passando para o primeiro semestre de 2029.

Sucede que uma auditoria forense notou uma diferença de 2 mil milhões de dólares na verba contabilizada pela líder do projecto da Área 1, avaliado em 20 mil milhões de dólares.

Nestes termos, segundo o Africa Intelligence, o diálogo que vinha sendo mantido entre os dois lados não teve acordo, o que coloca um novo impasse no progresso do projecto.

Em Agosto, conforme reportou o Gasoduto, o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale disse que os custos da paralisação da TotalEnergies continuavam a ser avaliados pelas autoridades, num contexto em que prosseguia, também, a avaliação das emendas dos Planos de Desenvolvimento do Projecto Rovuma LNG (Área 4) e do Projecto Mozambique LNG (Área 1).

Entretanto, segundo a última informação do Governo sobre a matéria, a auditoria está a ser conduzida pela consultora especializada britânica Bayphase.

Na altura, recorde-se, Pale referiu que a auditoria deve assegurar a validação de todos os custos recuperáveis reivindicados para garantir que os mesmos estejam em conformidade com as definições e procedimentos contabilísticos, incluídos no contrato de concessão de produção de cada área.

Recentemente, o presidente executivo da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, disse que o megaprojecto encontrava-se com um nível de execução de 45 por cento.

Destacou que o efectivo actualmente envolvido na construção do empreendimento situa-se entre sete mil a oito mil trabalhadores.

O projecto Mozambique LNG prevê uma produção de 13 milhões de toneladas anuais de GNL.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui