O Governo, através do Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), assegura que o abastecimento de combustíveis no país decorre com normalidade, apesar das filas registadas nas últimas horas em alguns postos de abastecimento da cidade de Maputo.
Segundo o Ministério, as filas não resultam de uma ruptura de stocks, mas de constrangimentos logísticos ocorridos durante o fim-de-semana prolongado, que afectaram o ciclo regular de carregamento e distribuição de combustíveis.
A situação, segundo a entidade, fez com que parte dos postos não recebesse o produto dentro do período habitual de reposição, provocando atrasos no abastecimento, sem afectar na generalidade a rede de distribuição.
De acordo com um comunicado da instituição, para regularizar o fornecimento, foram mobilizadas equipas operacionais no terminal da Matola, onde está a decorrer o carregamento de camiões-cisterna destinados aos postos de abastecimento. Só esta terça-feira, 29 de Setembro, foram carregados 1,176 milhões de litros de gasolina, próximo da média diária de 1,2 milhões de litros.
O MIREME garante ainda que as reservas disponíveis são suficientes para assegurar o abastecimento da cidade de Maputo até à chegada do próximo navio de reposição, prevista para 1 de Outubro, com oito mil toneladas de combustíveis.
Face à situação, o Ministério apela aos consumidores para que mantenham a tranquilidade e façam a aquisição de combustíveis de acordo com as suas necessidades. Para evitar novos constrangimentos, prevê igualmente o reforço da coordenação entre os intervenientes da cadeia de abastecimento e a extensão dos horários de carregamento nos terminais.
Entre as medidas previstas está ainda a abertura das operações de carregamento aos sábados, sobretudo em períodos de maior procura e durante fins-de-semana prolongados.
O MIREME afirma que continuará a acompanhar de forma permanente as operações de carregamento e distribuição, em coordenação com os operadores, para garantir o fornecimento regular ao mercado nacional.
Refira-se que o país debate-se com problemas no abastecimento regular de combustíveis devido a factores combinados, nomeadamente a guerra no Médio Oriente, a 28 de Fevereiro último, quando os aliados Estados Unidos da América e Israel iniciaram ataques contra o Irão e, também, devido a problemas de falta de divisas a nível local.








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